quinta-feira, 29 de setembro de 2011

GANHO DE PESO NA MENOPAUSA: COMO PREVENIR!!!

 
A menopausa (ou o término da vida reprodutiva) é vista como algo assustador para a maioria das mulheres, por estar fortemente associada ao envelhecimento, ganho de peso e problemas de saúde.
O início da menopausa está relacionado a diversos fatores. Enquanto a menopausa tardia é freqüentemente relacionada ao uso de contraceptivos, ciclos anovulatórios e paridade, a menopausa precoce tem se mostrado frequente em casos de tabagismo, baixo nível socioeconômico e baixo peso.
A menopausa tardia, geralmente apresenta um menor risco de osteoporose e doenças cardiovasculares, e um maior risco para câncer de mama, ovário e endométrio.
Os sintomas mais comumente relatados são: depressão, pele ressecada (mais fina e sem elasticidade), ondas de calor, baixo libido, dor na relação e ao urinar, infecções urinárias, oscilações de humor, insônia, entre outros.
Com a baixa do hormônio estrogênio, aumenta-se o risco para hipertensão e desenvolvimento de doenças crônicas como a osteoporose e doenças cardiovasculares. Algumas destas doenças estão associadas àobesidade, principalmente na região abdominal.
De fato, a menopausa está associada a modificações na composição corporal, devido a diversos fatores, como:
- Diminuição dos receptores de leptina no hipotálamo, o que significa uma diminuição da saciedade, ocasionando uma maior ingestão de alimentos.
- Após os 50 anos, há uma redução na necessidade energética de repouso (TMB), em aproximadamente 2% a cada década, pois a cessação da função ovariano provoca uma redução da massa magra (músculos).
- Aumento do sedentarismo e mudanças no estilo de vida (exemplo: aposentadoria, menos atividades do dia a dia, etc.), levam a um gasto energético diário menor. Este é considerado na grande maioria dos estudos o maior responsável pelo ganho de peso.
- Transtornos de humor, como depressão, baixa auto-estima, ansiedade, etc., geralmente associado ao maior consumo de doces, chocolates, entre outros.
Todos estes fatores citados acima, ocorrem normalmente no processo orgânico da mulher. Então, é necessário que no decorrer deste processo se façam modificações no plano alimentar. Na maioria dos casos, podemos observar que o consumo de calorias diário é igual ou maior com o passar dos anos, sendo praticamente inevitável o ganho de peso.
Ainda que, a menopausa favoreça o ganho de peso, a maioria dos estudos indicam que grande parte das mulheres chegam à menopausa já com sobrepeso ou obesidade. Observa-se que este comportamento está geralmente relacionado a uma postura e a um novo momento da rotina de um casal. Em muitos casos, a estabilidade de um relacionamento trás tanto para homem como para a mulher uma desatenção com o cuidar do corpo.
De fato, após a menopausa torna-se muito mais difícil perder peso. O ideal é sempre manter o peso dentro da normalidade e junto ao nutricionista fazer um plano alimentar preventivo, a fim de evitar o ganho de peso na menopausa, onde serão introduzidos alimentos que proporcionam maior saciedade, alimentos com menor teor calórico, alimentos ricos em triptofano (é precursor de serotonina, conhecido como hormônio do bem estar), alimentos que proporcionam um gasto energético maior, suplementos se necessários, receitas, entre muitas outras adequações.
E é claro, além da alimentação, faz-se necessária a prática de atividades físicas, tanto aeróbicas como as anaeróbias. Mulheres que praticam atividade física moderada cinco vezes na semana ou atividade intensa três vezes por semana apresentaram um menor percentual de ganho de peso, menor índice de doenças cardiovasculares, diminuição da pressão arterial, do colesterol “ruim” e do triglicérides.
Fonte:  ANutricionista.Com – Daniela Mendes Tobaja – CRN3 27602 – Nutricionista em Piracicaba.

Adauto Gonçalves Junior
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

ALIMENTAÇÃO PARA CORREDORES DE RUA!!!!

Uma das modalidades de esporte que mais vem crescendo é a corrida de rua. Milhares de corredores, amadores ou profissionais, participam de competições que variam em distância, podendo ser provas de 10 Km, meia maratona (21 Km) e maratona (42 Km).
Cada participante tem um objetivo: recorde, superação pessoal, melhorar a qualidade de vida. Seja ele qual for, o cuidado com a alimentação antes, durante e depois da corrida é fundamental, pois:
- Equilibra as necessidades de energia da pessoa e oferece os nutrientes básicos e importantes ao organismo;
- Permite que a recuperação seja mais rápida e adequada;
- Funciona como recurso ergogênico, ou seja, a alimentação adequada dá suporte para que a pessoa tenha o seu desempenho máximo;
- Reduz a ação dos radicais livres que são formados durante a prática do exercício;
- Evita a perda de massa magra, cãibras e hipoglicemia;
Aqui serão listados alguns cuidados nutricionais importantes para o melhor desempenho nas corridas de rua:
- Evite praticar a atividade física em jejum;
- Faça uma refeição leve cerca de 1 hora a 40 minutos antes do exercício;
- Opte por alimentos de baixo a moderado índice glicêmico antes do exercício. Ex: maçã, pêra, pães (de preferência integral), torradas e sucos naturais.
- A ingestão de alimentos ricos em proteínas não é recomendada antes da atividade física. Dessa forma, evite queijos, carnes, presunto e leite.
- Também deve ser evitada a ingestão de alimentos ricos em óleo e gorduras, assim como os alimentos muito ácidos.
- Não devem ser usados antes do exercício alimentos ricos em cafeína, como o café, o chá mate e o chá preto, por serem diuréticos.
- A hidratação é importante até mesmo nessa hora. É recomendado o consumo de 200 mL a 400 mL de água entre 60 e 30 minutos antes da atividade.
- O consumo de alimentos com excesso de fibras deve ser evitado antes do exercício, para que não ocorra distensão abdominal.
- Imediatamente após as grandes refeições, é desaconselhada a prática de atividade física.
- Na primeira hora da corrida, o importante é a hidratação. Beba água, e se a temperatura estiver alta ou o ritmo forte, consuma também uma bebida esportiva. Deve ser feita hidratação a cada 20 minutos (em torno de 200 mL de água).
- Nas horas seguintes, deve-se ingerir carboidratos, sendo que essa reposição pode acontecer na forma de géis ou bebidas esportivas, dependendo da disponibilidade da prova.
- Um gel de carboidrato a cada 30 a 40 minutos é adequado (a quantidade é individualizada e deve ser orientada por um profissional nutricionista).
Atenção! O cuidado com a alimentação continua mesmo após a corrida. Assim, tenha atenção às seguintes orientações:
- Procure fazer uma refeição assim que a atividade terminar. O ideal é que essa refeição seja feita nas duas primeiras horas após a prática. Quanto antes, melhor!
- Após o exercício, é importante que você inclua alimentos com alto ídice glicêmico, como o pão branco, arroz, mel, sucos, frutas como melancia, banana. É interessante combinar este carboidrato a fontes de proteínas como peito de peru, queijo, peito de frango.


domingo, 25 de setembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO REFORÇO MUSCULAR DO IDOSO NA ACADEMIA

Visto as atividades físicas que os idosos praticam, sempre é bom ter um reforço para potencializar os benefícios que estas trazem para eles e, se tratando da corrida de rua, é de suma importância que o idoso recorra à musculação a fim de promover melhorias na sua musculatura, tão requisitada durante as provas e treinos. Com o decorrer da idade a massa magra do idoso vai diminuindo, mas com o fortalecimento muscular as lesões, que por vezes implicam no treinamento e evolução na corrida, diminuem.
Normalmente uma rotina de musculação na academia pode ser estranha para muitos frequentadores assíduos ao ver um idoso malhando, mas isso é totalmente normal atualmente. Como treinadores, devemos incentivar essa prática para complementar o treinamento da corrida, com exercícios que empreendam aumento e reforço da musculatura de membros inferiores.
Quando citamos as academias, entendemos que inicialmente estão ligadas na melhora do desempenho de seus alunos e também no intuito de esculpir corpos, porém, é crescente a população idosa dentro das salas de musculação, fazendo o uso de toda a aparelhagem e alcançando bons resultados. Estes resultados serão transmitidos à corrida, promovendo até melhores tempos ao idoso corredor, diminuindo o tempo de recuperação para executar os treinos de corrida e também colaborando para que nas suas atividades de rotina diária (em sua casa), idosos evitem quedas e realizem tudo que desejarem da melhor forma possível.
Na academia, os treinos de musculação devem priorizar a força, pois contribuem para o aumento da resistência muscular do praticante, o que se confirma pela melhora do tônus muscular e da amplitude de movimento, que auxiliará muito nas passadas durante a corrida a fim de poupar consideravelmente energia durante as provas. Assim, os benefícios para o idoso, além da melhora durante a corrida, é também em sua saúde. Prova disso é que muitas vezes um idoso possui um corpo muito mais preservado e bem condicionado fisicamente que muitos jovens.
Por isso, não devemos ter preconceito com este tipo de atividade para o idoso, pois não devemos afastá-los de nenhuma atividade física. Devemos levar em conta suas condições e limites, porque na academia veremos o idoso fazendo um leg press com pouco peso, uma cadeira extensora com uma amplitude menor que os outros, mas isso é parte de um treino na melhor idade. Portanto, não devemos exigir movimentos tão amplos como o dos jovens e devemos respeitar seus limites e também o seu corpo, principalmente em idosos que iniciam tal atividade nesta fase da vida (e sem passado de atividade física).
Enfim, devemos utilizar a musculação para um trabalho que desenvolva a força para o idoso e assim aumente sua massa muscular, que tende a diminuir com o passar dos anos. Por meio das outras atividades propostas na academia devem melhorar as condições cardíacas e respiratórias. Por si próprio o idoso consegue a socialização com outras pessoas na sala de musculação e na academia como um todo, o que é um dos grandes fatores para impedir que sua condição psicológica decline e que a cada corrida o idoso obtenha melhores resultados e leve para sua vida todo e qualquer benefício que venha a obter na musculação e corrida.
O Idoso deixou de ser à parte e sim fazer parte! Sua capacidade é muito grande e não devemos subestimá-los. Atentemos a essas pessoas maravilhosas e que tenhamos as condições de criar grupos de corrida e atividade física para tal população. Não só pelo trabalho que será desenvolvido, mas principalmente pelo aprendizado que iremos absorver.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ESTÍMULANDO A SAÚDE COM EXERCÍCIOS!!!!

Exercícios físicos são grandes colaboradores para a manutenção da saúde plena corporal, com certeza todos sabem disso, mas a proporção dos benefícios vai além do que muitos ainda acreditam.


Médicos e profissionais da área da saúde se comprometem hoje em dia estarem aptos a informações que variam desde os pequenos benefícios, até os mais exigidos dependendo da necessidade de cada indivíduo.

Estudos epidemiológicos apontam que em populações fisicamente ativas tem-se menor incidência de doenças relacionadas com a falta de exercícios físicos, dentre elas podemos citar: a hipertensão arterial, a obesidade, a diabete, a osteoporose, ansiedade, depressão, e muitas outras.

Consequentemente os exercícios estão ligados a porções positivas de saúde, desde que bem orientado e prescrito por profissional de educação física, únicos aptos a tal. Estudos apontam menores ocorrências de doenças coronarianas, doenças cérebro-vascular, doença vascular periférica etc.

Fato concreto é que não podemos afirmar qual atividade física é mais completa que a outra, no que diz respeito à promoção da saúde. O Colégio Americano de Esportes e Medicina outrora apontava os exercícios aeróbios como os benfeitores, por causar um aumento de VO2 Máximo, mas voltaram atrás em tais artigos, admitindo ganhos de saúde também em atividades que não trazem este benefício como é o caso da musculação dentre outros. Assim, campanhas de saúde pública não enfatizam a necessidade de uma forma particular de exercício para a promoção da saúde, e sim a adoção de um estilo de vida não sedentário.

Entende-se por atividade física qualquer atividade ininterrupta de gasto calórico superior a 200 kcal, qualquer atividade nessa proporção já trará benefícios à saúde.

Do ponto de vista médico, a classificação mais importante a ser considerada está ligada à intensidade dos esforços, requerendo maior adaptação do indivíduo, uma vez que tais intensidades podem ser lesivas a saúde.

Longevidade tem causa genética, mas os efeitos ambientais podem influenciar de forma positiva, como é o caso dos exercícios físicos, as diminuições de vários estágios progressivos de doenças estão relacionadas com atividades físicas freqüentes, um exemplo claro está num estudo que provou que o treinamento de musculação (força), pode reverter a perda de 12 a 14% da força muscular em população acima de cinqüenta anos de idade, isso tudo em poucos meses de treinamento apropriado, e a recuperação de 6% da massa muscular por década perdida, ou seja, podendo ter uma recuperação de 30% da massa muscular perdida ou inativa num adulto com mais de 50 anos.

As atividades que influenciam de forma positiva a saúde podem ser demasiadamente variadas, bastando uma análise de aptidão concedida pelo médico, e a boa supervisão de um profissional da área para que a atividade física tenha um efeito direto na saúde de qualquer pessoa.
 
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

NUTRIÇÃO PRÉ-EXERCÍCIO E PREVENÇÃO DA FADIGA CRÔNICA!!!

O que uma pessoa ingere numa refeição antes da prática de suas atividades físicas normais podem interferir de maneira significativa no desempenho e no melhor aproveitamento da mesma, uma vez que a nossa nutrição influencia de maneira direta nosso campo psicológico e metabólico.


A nutrição faz com que o corpo esteja preparado para inúmeras tarefas do nosso dia a dia, habitualmente o organismo se identifica com uma série de tarefas que estamos acostumados a executar e a nossa ingestão se assemelha a isso, freqüentemente é isso que buscamos, equilíbrio na ingestão para executarmos trabalho. Mas o fator tempo age de maneira decisiva no quesito rendimento. Quem não gosta de tirar aquele cochilo depois do almoço? Hoje em dia grandes empresas autorizam seus funcionários a fazer este descanso quando o mesmo tem refeição na própria empresa, essa vantagem tem cunho emocional, aumento na disposição assim o corpo se renova frente à batalha que acabou de travar com a digestão. Uma pessoa tem sua digestão completa em média quatro horas depois da ingestão, mas isso varia de acordo com o que realmente ela ingeriu. Carboidratos, gorduras e proteínas têm tempo diferente de digestão, e em relação há esse tempo é que temos que ter cuidado quanto à ingestão antes de qualquer atividade física, seja ela de baixa, média ou alta intensidade.

Geralmente executamos atividades físicas depois de duas horas em relação a ultima refeição, fatores como tempo de disponibilidade etc são os principais vilões, atacamos de maneira indireta nosso sistema digestivo, pois desviaremos do final da digestão o sangue que participa do processo digestivo ao músculo a ser utilizado no decorrer da atividade, assim podemos até resumir que, em se tratando de exercício, devemos fazer refeições leves antes da atividade independentemente da carga da atividade. Mas o que dizer se estas refeições forem em quantidades excessivas? A resposta está no mau desempenho, perigo a saúde, deficiência progressiva no sistema digestivo, desconforto, vômito etc.

Mas talvez a grande novidade quanto à refeição ou ingestão antes da atividade física esteja relacionado ao carboidrato simples (açucares, pães, doces etc), sabedores de que o carboidrato simples é a forma mais fácil de absorção do nosso organismo, pessoas abusam dessa forma de ingestão no intuito de ganharem aquela energia extra antes do exercício, resumindo, é mais glicose na corrente sanguínea do corredor, mais glicose no músculo do fisiculturista, mas se tratando de glicose devemos ter cuidado com a insulina, e foi esse o tema de diversos artigos científicos que vieram comprovar que a ingestão de carboidratos simples minutos antes da atividade física pode causar hipoglicemia (queda do açúcar sanguíneo). Mas não seria o contrário? Muito açúcar no sangue e conseqüentemente hiperglicemia? Era o que pensávamos até bem pouco tempo atrás, o fato é que pico de glicose causa pico de insulina, com tanta insulina na corrente sanguínea o carboidrato simples é rapidamente absorvido, psicologicamente estamos pronto para aquele exercício que queremos fazer, mas o combustível que contávamos já foi estocado e no decorrer da atividade podemos sofrer com uma hipoglicemia, conseqüentemente do pouco açúcar sanguíneo, lembramos que o corpo sofre reajustes no decorrer do exercício podendo dosar essa falta com outras fontes de combustível, mas até lá uma pequena queda de rendimento ou até mesmo efeitos da hipoglicemia poderiam ser sentidos tais como, tontura, visão borrada indecisão. Portanto o mais recomendável seria talvez o açúcar da fruta (frutose), de média absorção com relação ao tempo, suprindo o organismo no decorrer do exercício. Contudo nunca devemos iniciar uma atividade física com muita fome, todos os negativos podem se sobressair além é claro de uma fadiga crônica generalizada.
 
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sábado, 17 de setembro de 2011

DIFERENÇAS FISIOLÓGICAS: POR QUE SE EXERCITAR??

Revelados os mecanismos pelos quais os esportistas estão mais preparados que os adeptos da imobilidade para enfrentar infecções causadas por vírus ou bactérias. Análises de sangue retiradas de esportistas profissionais indicam que modalidades esportivas distintas, como natação ou corrida, determinam respostas diferentes ao sistema imunológico, podendo haver maior ou menor mobilização de células do sangue, que promovem ação integrada com o sistema imunológico.


Tal ação tem relação direta com a nutrição de determinados atletas, suplementos a base de proteínas e carboidratos aliados ao exercício físico promovem benefícios, como é o exemplo da suplementação de um aminoácido chamado glutamina, usado por atletas e principalmente fisiculturistas, sabe-se que este aminoácido atua como uma fonte de energia extra para células de proliferação rápida, tanto para as do sistema imune quanto para as células da parede do intestino, essa ação tem melhor qualidade no decorrer do exercício, em resumo, a glutamina complementa a principal fonte de energia do organismo, a glicose além de ser a principal fonte de energia do sistema imunológico.

Além da nutrição destes atletas, o próprio exercício em si beneficia qualquer pessoa, seja ela atleta ou não, desde que capacitada a pratica da atividade física, meia hora depois do início de um exercício moderado, pode-se chegar a quatro vezes maior que o normal o número de células brancas (leucócitos) na corrente sanguínea, liberados pela medula óssea e retirados de alguns órgãos como fígado, pulmão e baço, ficando retidos nas artérias e veias por dois dias em média até se espalharem pelos músculos e por outros tecidos do corpo para começar a chamada limpeza, removendo vírus, bactérias, toxinas ou células doentes. Tal afirmação acima cita estudo feito pelo Instituto de Biomedicina da USP, pouco a pouco estudos vêm comprovando que atividade física diferenciada pode ajudar a amenizar efeitos de doenças distintas comuns, como é o caso da natação e sua comprovada eficácia contra os efeitos dolorosos da Artrite Reumatóide, observou-se queda de 40% dos sintomas de dor, medidos por meio de marcadores de dor, como a prostraglandina.

Estímulos provocados pelo organismo de pessoas que se exercitam freqüentemente provocam uma boa resposta no que diz respeito a melhor absorção de nutrientes, os aminoácidos em perfeito equilíbrio no organismo promovem respostas imunes como a citada acima efetuada pela ação da glutamina e a humoral, promovida pelos anticorpos e adotada contra parasitas e em reações alérgicas.

Está também mais claro que o exercício faz muito bem ao coração, em termos gerais, mais uma pesquisa confirma que é estimulada a produção das chamadas citocinas pré-inflamatórias, que conduz com a recuperação de corações enfartados e ou debilitados, agindo em corações sadios como agentes preventivos.

Como numa decisão de campeonato, é impossível contentar os dois times, os sedentários vão se sentir desconfortáveis, talvez a ponto de repensarem as justificativas de não moverem o corpo além do mínimo necessário, enquanto os praticantes de uma atividade física regular e moderada certamente ficarão com o orgulho fortalecido ao conhecerem pouco a pouco resultados expressivos de inúmeros pesquisadores.
 
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

EXERCÍCIOS FÍSICO E QUALIDADE DE VIDA NA MENOPAUSA!!!

A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL de SAÚDE define a menopausa como a cessação permanente da menstruação que resulta da falência da atividade folicular ovariana (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1996). A menopausa é um processo universal e natural que ocorre na vida da mulher ao longo do processo de envelhecimento (MORIYAMA, 2007 apud NIH, 2005).
 Segundo Stephenson e O‘Connor (2004), Cerca de um quarto das mulheres experimenta menopausa espontânea antes dos 45 anos de idade, cerca de metade a experimenta entre 45 e 50 anos, e a parte remanescente (um quarto) experimenta-a após os 50 anos de idade.
A menopausa pode ser diagnosticada corretamente após 12 meses de amenorréia. Mesmo havendo uma variação, a idade média para menopausa é 51 anos de idade. Normalmente o sangramento diminui durante 1 a 3 anos, os intervalos entre períodos menstruais aumenta (amenorréia) e a  quantidade de sangue diminui. Entretanto, em algumas mulheres, esses períodos param rapidamente e de forma permanente.
A chegada da menopausa é caracterizada por uma variedade de sintomas físicos e psicológicos, incluindo fatores relacionados ao envelhecimento. As alterações mais significativas e peculiares, que conseqüentemente co-relacionam-se com o maior número de estudos são as queixas relacionadas às irregularidades menstruais, os sintomas vasomotores e os sintomas relacionados às alterações vulvovaginais (MORIYAMA, 2007 apud SHERMAN ET AL, 2005; AVIS ET AL, 2001; DENNERSTEIN ET AL, 2000; KOTHARI E THACKER, 1999).
Entre os sintomas observados nessa fase, os fogachos ou ondas de calor são as queixas mais comuns, tendo sua taxa de prevalência entre 30% e 63%, nos estudos realizados entre a população brasileira (MORIYAMA, 2007 apud SCLOWITZ ET AL, 2005; PINTO NETO ET AL, 2002).
Os fogachos elevam a temperatura corporal que pode ser classificada como, moderado ou intenso e dura em média entre 5 e 10 minutos. Os locais mais acometidos são: tórax, pescoço e face.
A atrofia genital se torna também comum entre as queixas, que nessa fase pode causar desconforto à mulher. Coma intensidade do declínio estrogênico após a menopausa resulta no enrijecimento da parede vaginal, que somados a uma menor lubrificação, causam dispareunia e dificuldades no intercurso sexual. Por outro lado, embora ocorra universalmente nas mulheres pós-menopausadas, a atrofia vaginal nem sempre é vivida de maneira negativa ou sintomática (MORIYAMA, 2007 apud DAVILA ET AL, 2003).
Segundo Stephenson e O‘Connor (2004) com o início da menopausa, as mulheres têm que enfrentar muitas alterações. Alterações anatômicas, perda de função e limitações físicas podem causar reflexões psicológicas e introspecção.
Estudos mostram que os riscos de doenças cardiovasculares aumentam quando a menopausa se instala na mulher. Os distúrbios cardiovasculares mais comuns em mulheres são hipertensão, doença das artérias coronarianas, insuficiência cardíaca congestiva e fibrilação atrial crônica. A prevalência de doença da artéria coronária, por exemplo, passa de um caso em 7-entre 45 e 64 anos – para um em três, a partir dos 65 anos (MORIYAMA, 2007 apud GENAZZANI E GAMBACCIANI, 2000).
Outro fator relacionado à menopausa é a osteoporose, por decorrência da diminuição na produção de estrógeno. Segundo Stephenson e O‘Connor (2004) Mulheres em pós-menopausa perdem osso em média de 1% a 2% ao ano. Conseqüentemente, por volta de seus 80 anos, elas podem ter perdido metade da massa óssea total.
O tratamento de sintomas específicos da menopausa é primariamente centrado na terapia de reposição de estrógeno. Porém, o objetivo é mostrar os efeitos do exercício físico como abordagem não farmacológica para melhora da qualidade de vida das mulheres pós-menopausadas.
A participação de mulheres no período da menopausa em atividade física regular fornece varias respostas favoráveis que contribuem para o envelhecimento saudável e influencia positivamente a auto-percepção física geral, a qual, por sua vez afeta a auto-estima do indivíduo, resultando numa melhor qualidade de vida e bem estar mental. (Beresford et al, 2010)
Em linhas gerais as evidências sugerem que o exercício aeróbio no climatério promove redução do peso e gordura corporal, melhora do VO2 máx, melhora dos níveis de glicose e aumento de densidade mineral óssea (MORIYAMA, 2007 apud ASIKAINEN ET AL,2004).
Estudos com exercícios anaeróbios também mostraram efeitos positivos em mulheres pós-menopausadas. Um estudo com mulheres quando submetidas a 16 semanas de um protocolo de treinamento com pesos visando hipertrofia, mostraram: modificações nos indicadores da composição corporal relacionados ao aumento da massa magra (massa muscular e massa livre de gordura), sem modificações na adiposidade; aumento do gasto energético de repouso relacionado positivamente à massa muscular. (TREVISAN E BURINI, 2007).
É cada vez mais evidente que a atividade física quando bem orientada se torna o melhor meio de prevenção, manutenção e promoção para uma melhor qualidade de vida.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MORIYAMA, C. K. Impacto isolado e associado da terapia hormonal e exercício físico na qualidade de vida em mulheres no climatério pós-menopausa. USP, 2007.
ARAÚJO, H. F. P; BERESFORD, H; SILVA, Í. L. O valor do exercício físico aplicado a mulheres com distúrbios relacionados à menopausa. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 15, Nº 148, Set/2010.
TREVISAN, M. C. ; BURINI, R. C. . Metabolismo de Repouso de mulheres pós-menopausadas submetidas a programa de treinamento com pesos (hipertrofia). Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 13, p. 133-137, 2007.
STEPHENSON, R. G., O’CONNOR, L. J. Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia. 2. ed. Barueri: Manole. 2004. 520p.
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