domingo, 26 de junho de 2016

Aeróbico em Jejum fazer ou não fazer???



“A gordura queima na fogueira dos carboidratos”! Quem nunca leu esta expressão em alguns livros ou ouviu de alguns professores, mestres e doutores referindo-se a ineficiência de realizar aeróbio em jejum? De uma forma geral, eles afirmam que a queima de gorduras só ocorre na presença de carboidrato, ou seja, após um período de jejum de aproximadamente 7-9 horas. Segundo eles nada adianta realizar uma atividade aeróbia moderada para potencializar a queima de gordura, pois a reserva de açúcar no corpo apresenta-se insuficiente para tal processo.
Na minha experiência prescrevendo exatamente a atividade aeróbia em observo justamente o contrário. Vale ressaltar que não é apenas a prática que confirma a maior queima de gordura quando o aeróbio é realizado em jejum. O pesquisador sueco Torbjorn Akerfeldt aponta ser possível solicitar três vezes mais gordura se exercitando pela manhã, em jejum, comparado à mesma atividade promovida no período da tarde após as refeições. Akerfeldt ainda recomenda pelo menos seis horas em jejum antes da atividade. Nessa situação, acredita Akerfeldt, que o organismo não tenha muito açúcar estocado para ser solicitado como fonte de energia, ou seja, teria que ir direto aos depósitos de gordura para fornecimento de energia para que se possa completar a atividade.
No estado alimentado, a fonte predominante de energia é a reserva de açúcar no fígado e no músculo, e a maior participação das gorduras ocorre somente após 20-25 minutos de atividade. Já no estado de jejum, devido à baixa reserva de açúcar a fonte predominante de energia são as gorduras.
No jejum, a participação das proteínas se mantém entre 5-15% no processo de geração de energia, ou seja, a perda de massa muscular não é intensa desde que você não exagere no tempo e utilize alguns suplementos a fim de reduzir a perda de massa muscular.
Cabe destacar que o objetivo do aeróbio em jejum não é melhora de rendimento e sim maior queima de gorduras. É importante salientar que sempre aconselho a introduzir o aeróbio em jejum progressivamente, pois nem todas as pessoas se adaptam facilmente a atividades com essa natureza. Em estado de repouso, o organismo pode se adaptar ao jejum com certa facilidade, mas durante exercícios, a situação pode não ser tão simples. Muitas pessoas não conseguem se adaptar de forma eficiente à aerobiose em jejum e podem até desmaiar, reação de defesa do organismo. Portanto, muito cuidado ao introduzir esse tipo de proposta. Normalmente, recomendo para indivíduos aparentemente saudáveis, iniciar com um tempo de execução em torno de oito a 10 minutos, adicionando mais dois minutos a cada duas sessões até chegar a um período de 20 a 40 minutos de atividade.
Algumas dicas importantes nesta atividade referem-se à utilização de algum termogênico antes do aeróbio a fim de potencializar a queima de gorduras, a ingestão de 500 ml de água para prevenir desidratação, pois a água drena fluidos para dentro da célula e evita a quebra protéica; e a administração de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) anteriormente com o objetivo de diminuir a perda de massa muscular e a espera de 20-30 minutos para realizar a primeira refeição do dia após esta atividade, pois o organismo continua a utilizar gordura após o exercício durante este tempo.
Diante disto, é evidente que a aerobiose em jejum é mais eficaz com o objetivo de maior queima de gorduras, contudo, o indivíduo sempre deve estar atento para não exagerar no tempo, da intensidade e no uso prolongado desta técnica, afinal todo exagero na vida é desaconselhado.
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ADAUTO GONÇALVES 

PERSONAL TRAINER

domingo, 5 de junho de 2016

É BOM TREINAR NO INVERNO!!!

É Bom Treinar no Inverno

Academia_InvernoQuando chega os dias mais frios do ano, a vontade de ir pra academia simplesmente some, a disposição sempre acaba perdendo a briga com a preguiça de sair de casa. Só que não adianta se render sempre e ficar em casa porque são 3 meses de inverno.
Pra falar a verdade, esse período é ótimo para a saúde, para dar gás ao treino e acelerar o emagrecimento e o ganho de músculos. Afinal, os resultados a longo prazo vão permitir que você chegue ao verão com um corpo invejável, bastante diferente daqueles que preferiram ficar debaixo das cobertas vendo filme e comendo pipoca. As comparações vão valer a pena.
Se apenas esse incentivo ainda não te convenceu, veja mais motivos que fazem valer a pena ir pra academia mesmo nos dias mais frios do ano:
1º os gordinhos se sentem bem – quem é obeso ou apenas tem sobrepeso, sempre reclama de malhar no verão por causa do calor, porque nem sempre a academia tem ar condicionado, que o suor em excesso incomoda.Mas no inverno isso não acontece. No inverno não tem esse calor que tanto incomoda.
2º academia tranquila – no inverno a academia fica mais vazia, mais tranquila, não há tanta necessidade de esperar por um aparelho e nem de revezar. O inverno também é uma ótima época para fazer treino ao ar livre,porque mesmo em dias frios, há manhãs lindas de sol que são ótimas para treinar. Só não esqueça de se agasalhar, porque se ficar resfriado terá que parar o treino e repousar.
 sem sedentarismo – quem gosta de ficar os dias de frio embaixo das cobertas ,com dias seguidos sem fazer atividades físicas, prefere pegar elevador e não sai de casa nem para fazer compras, pedindo tudo delivery, com toda certeza vai acabar com seu condicionamento físico.
Não espere o verão para fazer atividades físicas, porque o sedentarismo gera muitas doenças como obesidade, problemas de circulação, hipertensão, doenças coronárias etc.
Vale dizer também que a alimentação deve ser balanceada durante o ano todo e você deve fugir das armadilhas como sopas gordurosas, chocolate quente, fondue de chocolate, de queijo, excesso de bebidas alcoólicas e outras delícias que fazem muito mal à saúde. Caso queira aproveitar alguma guloseima, dê preferência às receitas lights. 
ADAUTO GONÇALVES
PERSONAL TRAINER

domingo, 17 de abril de 2016

ESTÍMULOS TENSIONAIS E METABÓLICOS, ENTENDA AS DIFERENÇAS!!!!

Estímulos tensionais e metabólicos, entenda as diferenças

Você vai para a academia e realiza 15 repetições de determinado exercício, com 30 segundos de intervalo entre as séries. Você estimulou determinadas reações em seus músculos. Agora, se você vai e faz o mesmo exercício, porém com repetições até a falha usando 90% de 1RM e com 2 minutos de intervalo entre as séries, você teve o mesmo estímulo do exercício anterior? Muito provavelmente não! Isso por que os estímulos aos quais impomos nossos músculos podem ser de duas naturezas distintas: tensionais ou metabólicos.
Antes que alguém ache que eu afirmei que 15 repetições são para estímulos metabólicos, ou que formem frases com a palavra definir após isto, quero dizer que isso acima é apenas um exemplo!
Vamos então as definições mais científicas deste tema!

Estímulos tensionais e metabólicos, entenda as diferençasAfinal, o que são estímulos metabólicos ou tensionais?
Basicamente, os estímulos tensionais atuam mais diretamente sobre as fibras musculares, aumentando as microlesões e os estímulos metabólicos, tem atuação também sobre as vias energéticas. Neste sentido, ao falar sobre estímulos tensionais Guedes Júnior (2003) afirma que o aumento que ocorre na síntese das proteínas contráteis, estimulado principalmente pelo treinamento de força, promove o aumento do tamanho e também da quantidade de miofibrilas em cada fibra muscular. Esta adaptação é conhecida como hipertrofia miofibrilar. Sendo assim, o estímulo tensional, que está relacionado com o alto nível de tensão que é imposto ao músculo, através de um peso elevado a ser vencido causaria este tipo de adaptação. Desta forma, em um treinamento resistido, quanto maior a carga de trabalho (peso) maior será a sobrecarga tensional imposta. Grandes sobrecargas tensionais são feitas com menos repetições em um curto período de execução.
Resumindo, um treino com objetivo de maior estímulo tensional, precisa ser composto por cargas mais elevadas, com tempo de recuperação entre as séries maior (entre 1,5 e 2 minutos) e menos repetições.
É importante ter em mente que mais carga não significa que você precise se tornar um burro de carga, deslocando mais peso do que de fato consegue. A execução correta sempre será fundamental, independentemente de qual seja o estímulo ou objetivo.
Já o estímulo metabólico,vai fazer com que as células musculares sofram um maior estresse bioquímico, pelo tempo maior de execução de cada série, mas em contrapartida, com um menor número de carga do que nos estímulos tensionais.
Segundo Santarem (1999), durante as contrações musculares mais prolongadas ocorre um aumento considerável na atividade dos processos de produção energética, caracterizando uma maior carga metabólica no que se refere as vias energéticas. Essa sobrecarga metabólica tem grande contribuição para o aumento do volume muscular, através do considerável aumento dos substratos energéticos localizados no sarcoplasma.
Além disso, com a utilização de estímulos tensionais, ocorre um considerávelaumento de vascularização do tecido muscular. Este fenômeno é conhecido como hipertrofia sarcoplasmática ou ainda de volumização celular, estimulada pelos estímulos metabólicos. Este tipo de estímulo é caracterizado pelo elevado número de repetições, que consequentemente causa um tempo mais prolongado de execução de cada série de um exercício. São exemplos de métodos de treino que utilizam estímulos metabólicos o super-set, o drop-set e o bi-set.
Você está se perguntando então, se ambos os estímulos promovem diferentes hipertrofias, qual o melhor? Pois bem, vou tentar responder a esta questão!
Em um estudo de Fagundez (2012), foram realizadas pesquisas com 10 indivíduos, para verificar os resultados de estímulos tensionais e metabólicos. Para isso, estes foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo realizou os exercícios com o intuito de realizar estímulos metabólicos. Desta maneira, os intervalos de descanso eram de 45 segundos e as repetições de no mínimo 15 vezes, com 60% de 1RM. Já o segundo grupo realizou o mesmo treino, porém com 80% de 1RM, 2 minutos de intervalo entre as séries e no máximo, 8 repetições. Ao final do estudo que durou 10 semanas, foram encontrados os seguintes resultados:
– O grupo 2 (estímulos tensionais) apresentou um aumento de perimetria de braço, em média de 0.4 cm.
– O grupo 1 (estímulos metabólicos) teve uma redução de 0.2% a mais em suas dobras cutâneas, quando comparado ao grupo 2.
– Todos os participantes obtiveram melhora em sua perimetria e redução do percentual de gordura.
Então, estímulos tensionais são mais indicados para a fase de bulking e os estímulos metabólicos são mais indicados para o cutting? No geral até pode ser, mas jamais se apegue a fórmulas prontas.
Os estímulos metabólicos produzem uma melhor adaptação do complexo articular em geral, bem como da melhora da vascularização e do aumento dos substratos energéticos. Portanto, este tipo de estímulo é fundamental, mesmo em fases de aumento de estrutura muscular. Por sua vez, os estímulos tensionais são realizados em altas intensidades, pelas elevadas cargas, sendo assim, indicados também para fases de redução do percentual de gordura. além disso, o próprio autor coloca em seu trabalho, que estudos mais longos e transversais precisam ser realizados para verificar a eficiência de cada método, quando aplicado em determinados grupos específicos.
Está perdido (a) com estas informações contraditórias? Normal! A ciência vem tentando há muitos anos definir qual a melhor utilização de cada um destes estímulos. Por enquanto, o que sabemos através de pesquisas e que a prática vem comprovando, é que a alternância destes estímulos, tanto tensionais como metabólicos, é o que melhor produz resultados. Porém, alternar estes estímulos não é tão fácil como parece, pois a alimentação e outras variáveis do treinamento, além das questões individuais, precisam ser levados em conta. Neste caso, nada melhor do que um treino bem montado e periodizado para seus objetivos específicos! Bons treinos!
Referências:GUEDES JÚNIOR, Dilmar Pinto. Musculação: estética e saúde feminina. São Paulo: Phorte, 2003.
SANTAREM, José Maria. Treinamento de força e potência. In: GHORAYEB, Nabil; BARROS NETO, Turíbio Leite de. O exercício: preparação fisiológica, avaliação médica, aspectos especiais e preventivos. São Paulo: Atheneu, 1999.
ADAUTO GONÇALVES
PERSONAL TRAINER

domingo, 10 de abril de 2016

MUSCULAÇÃO X TREINAMENTO FUNCIONAL: COMO ESCOLHER O SEU EXERCÍCIO IDEAL?

Exercícios funcionais movimentam todas as regiões do corpo de uma forma integrada, enquanto o trabalho com pesos é ótimo para hipertrofia muscular

  1. Se desembarcasse de uma viagem no tempo, vindo diretamente dos anos 80, você certamente se surpreenderia com esse fenômeno chamado de treinamento funcional. A modalidade deexercício, que gera 2,5 milhões de resultados em uma busca rápida na internet, já angariou tantos adeptos quanto críticos. Uma corrente garante que é o futuro do treinamento de força, substituto natural da musculação. Outra afirma que não possui as mesmas características nem possibilidades, e não elimina a necessidade do treino com peso.
Nós, do EU ATLETA, ouvimos educadores físicos adeptos de um método e do outro para esclarecer as diferenças, semelhanças e limites de cada uma das modalidades. Para que você, que vive no século 21, faça sua própria escolha.
Mosaico, treinamento funcional, eu atleta (Foto: Editoria de Arte)Treinamento funcional pode ser feito até na beira da praia (Foto: Editoria de Arte)

TREINAMENTO FUNCIONAL
treinamento funcional se baseia nos movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, girar e empurrar. O praticante ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade. Ele tira a pessoa dos movimentos mecânicos e eixos definidos ou isolados, como acontece na musculação. Por isso, virou uma alternativa para quem estava cansado dos exercícios mais tradicionais na academia.  

Para trabalhar a musculatura profunda, são utilizados acessórios como elásticos, cordas, bolas, cones, discos e hastes. É um método que ajuda a prevenir lesões, gera melhorias cardiovasculares, a redução do percentual de gordura, emagrecimento e definição muscular. 
-  A possibilidade de combinar diferentes habilidades, como o treino aeróbico com o de equilíbrio, cria uma infinidade de variações e acabam com a monotonia, tornando inclusive o corpo mais "inteligente" - explicou Saulo Batista, coordenador e professor do estúdio Jungle Gym Brazil.
Carla Prata treinando (Foto: Patricia Palhares / EUATLETA.COM)A modelo Carla Prata mantém a forma com musculação (Foto: Editoria de Arte)

MUSCULAÇÃO
Mas será que todos esses benefícios vão colocar fim aos halteres e anilhas? Não, se o objetivo é aumentar a massa muscular ou conseguir resultados estéticos em pouco tempo. A musculaçãoé muito eficiente para a hipertrofia, que não é o objetivo central do funcional. Ao contrário do funcional, a musculação consegue trabalhar os grupos musculares isoladamente e com mais especificidade.
De acordo com o American College of Sports Medicine (ACSM), a musculação também exerce um impacto direto sobre as atividades da vida diária que exijam um percentual da capacidade muscular para serem executadas. 
- Um programa feito de duas a cinco vezes por semana gera benefícios no condicionamento físico, aumento da massa magra e diminuição do percentual de gordura, se aliado a uma dieta adequada - afirmou Vinícius Oliveira, coordenador e professor da academia Forum Exere Fitness.
HIPERTROFIA
Um ponto que gera polêmica até entre os treinadores é se o exercício funcional consegue ou não gerar hipertrofia muscular. Segundo o professor Saulo, o treinamento praticado com dedicação, agrega volume e definição muscular, com a vantagem de manter a harmonia estética.
- No funcional a hipertrofia se dá de maneira sistêmica e harmônica, tanto da parte superior quanto inferior do tronco. O treinamento funcional é muito mais completo para garantir o condicionamento físico para as atividade diárias, e pode sim ser substituto da musculação- afirmou.
Já para o professor Cláudio Baiano, também especialista em treinamento funcional, o método garante força, mas não aumento de volume muscular.
- Você não vai ficar com corpo de fisiculturista fazendo treinamento funcional, mas certamente vai ter força em todo o corpo. O funcional até pode trazer definição, mas não trabalha o volume - disse.  
Ele inclusive recomenda a prática dos dois métodos em paralelo, para garantir condicionamento físico, força, potência e definição musculares. Se prefere ficar com apenas um, agora você já pode escolher.
TABELA DE COMPARAÇÃO
  INDICAÇÃO PERIODICIDADEVANTAGEM DESVANTAGENS
 MUSCULAÇÃOhipertrofia muscular e ganho de força 2 a 5 vezes por semana, 8 a 10 exercícios, de 1 a 4 séries, de 3 a 20 repetições em cada possibilidade de isolar grupos muscularespode gerar lesões e desequilíbrio estético
 TREINAMENTO FUNCIONAL ganho de força, equilíbrio, condicionamento físico e agilidade 3 a 5 vezes por semana, com duração de 50min a 1h cada treinovariação de ambientes e séries, trabalha todo o corpo dúvidas sobre hipertrofia muscular





FONTE :GLOBO.COM
ADAUTO GONÇAVES 
PERSONAL TRAINER

segunda-feira, 7 de março de 2016

MUSCULAÇÃO: PORQUE TREINAR MENOS TRAZ MAIS RESULTADOS!!!



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Existe um movimento muito interessante acontecendo nas salas de musculação. Hoje se treina menos para se ter mais ganhos, cientificamente está muito bem comprovado que menos é igual a mais, mas como funciona isso na musculação?
Na musculação sempre buscamos bons resultados nos mais diferentes objetivos. Quando entramos nas salas de musculação no Brasil ainda encontramos algumas pessoas que acreditam e praticam a musculação tradicional, duração muito longa com alta sobrecarga articular, o que pode ocasionar lesões. A musculação evoluiu muito e a ciência comprova que treinar menos traz mais resultados, com isso começamos a respeitar uma janela fisiológica na qual o corpo humano tem um limite aproximado de 45 minutos a 1 hora para responder bem às atividades propostas e orientadas.
Cada vez mais as pessoas querem resultados rápidos. Não conseguem, ficam frustradas e acabam se escondendo atrás da primeira dificuldade ou do primeiro pretexto para não seguir essa jornada. Com a evolução da musculação, que diz que treinar menos gera mais resultados, muitas pessoas têm voltado para as salas com uma vontade maior de chegar aos seus resultados e quase 100% delas têm atingido seu objetivo.
Para os iniciantes, treinar de duas a três vezes por semana a musculação em um tempo menor, proporciona a ele realizar atividades complementares que vão lhe trazer melhores resultados. Já os alunos intermediários e avançados, podem treinar de quatro a seis vezes por semana com menor volume de exercícios aumentando assim a intensidade, chegando ao resultado final dentro do tempo esperado.
Procure sempre seu professor para obter as melhores informações sobre seus treinos e tenha muita dedicação.
Bons treinos.

ADAUTO GONÇALVES
PERSONAL TRAINER

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Você pode crescer mais levantando menos peso!!!!

Aprenda que nem sempre quem levanta muito peso consegue obter os melhores resultados na musculação, pois você cresce mais com menos peso.

Quando somos iniciantes na academia, sempre associamos que o mais musculoso é o mais forte e que para chegar aquele nível deve-se treinar muito, pois em outros esportes é assim, quanto mais se treina, melhor você fica. Porém com o passar do tempo aprendemos que com a musculação não é assim. Precisa ter treino, precisa de progressão, de intensidade e de vários estímulos.
Quando se fala em intensidade, muitas pessoas pensam que para deixar o treino mais intenso é só adicionar carga ao exercício. O que essas pessoas não sabem é que quanto mais carga adicionar, mais complicado de executar o exercício corretamente fica, ou seja, colocar muita carga não é a melhor maneira de dar intensidade ao treino.
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Vamos entender e aprender que menos carga, pode resultar em mais resultados, desde que conseguamos aliar boa execução, boa intensidade e técnicas para que isso fique ainda mais perfeito.

Levantar peso X trabalhar a musculatura

Primeiro precisamos entender o conceito de levantar peso e o conceito de trabalhar efetivamente a musculatura.
Trabalhar a musculatura por si só não é algo complicado de se fazer. A musculatura pode ser trabalhada com movimentos sem carga e que muitas vezes se quer nos damos ideia: o ato de caminhar, o ato de mexer um braço ou uma perna, o ato de virar o pescoço ou qualquer outra AÇÃO MUSCULAR, trabalham de alguma forma o músculo ou os músculos em questão. Para se ter noção, é possível até mesmo estimular um músculo com alongamentos passivos, ondas elétricas e etc.
Assim, você pode trabalhar a musculatura de diversas formas e cada uma delas é mais propícia a ser utilizada para determinado (s) objetivo (s). Uma pessoa que deseja ganhar massa muscular é inserida em um trabalho resistido com pesos (musculação), o qual possa através da resistência a alguma carga estimular sua musculatura por meios da hipertrofia, a hiperplasia, o aumento de glicogênio muscular, entre outras.
Levantar peso por sua vez é simplesmente mover uma carga contra dada resistência, sem se importar com o que se está trabalhando. No ato de levantar o peso, o músculo é recrutado e trabalhado, mas neste caso o foco não é o trabalho para seu crescimento e sim para mecanismos neuroadaptativos e físicos do aumento de força explosiva. E essa é a grande diferença de um indivíduo “levantador de peso” e de um indivíduo que deseja o “aumento de massa muscular”.
Para finalizar o tópico e deixar claro, o individuo que busca aumentar a massa muscular, deve fazer um trabalho focado no músculo, independente do peso que será levantado. Levantar muito peso não quer dizer trabalhar focado no músculo, mas sim na obtenção de mais força explosiva.

Levantar muito peso quer dizer não trabalhar corretamente

Quantas vezes vemos indivíduos levantando toneladas de pesos nos ginásios de musculação e continuando exatamente com o mesmo shape ruim? Grande parte desses indivíduos negligenciam o trabalho no músculo em si, onde é necessário fazer contrações adequadas, solicitar toda a extensão muscular e etc, tudo isso por que eles utilizam uma quantidade alta de peso.
Isso quer dizer que não é necessário levantar elevadíssimas cargas para que o músculo seja trabalhado corretamente e você ganhe massa muscular. Podemos pensar até o contrário, com cargas menores, que você possa controlar a execução, as contrações e tudo mais, irão estimular muito mais o seu músculo. Isso porque, o músculo para crescer requer estímulos os quais possam promover esses fatores e é provado cientificamente que sem uma boa execução de movimento, sem uma solicitação completa da musculatura, sem um recrutamento íntegro do músculo, esses procedentes tornam-se bem menores. E, não é a toa que dificilmente vemos powerlifters ou weightlifters com grandes quantidades de massa muscular, mas, no entanto, podendo levantar muito mais pesos do que bodybuilders com o dobro de sua massa.
Para recrutar o músculo por completo e obter êxito em seu trabalho é essencial alongá-lo por completo, contraí-lo ao máximo, solicitando cada milímetro de sua extensão. É necessário resistir contra o peso e criar um limiar médio entre altas cargas (possíveis a serem usadas, claro) e uma durabilidade de movimentação maior.
Você já parou para pensar por que é muito mais difícil executar o supino reto descendo a barra até encostar nos peitorais do que apenas executá-lo até 90º? Obviamente, porque a extensão solicitada quando ele desce até o peito é muito maior em termos de extensão muscular. Consegue-se inserir mais carga executando até 90º, mas de que essa carga adiantará se ela não atingirá as porções completas do músculo? De que adiantará apenas estimular uma pequena região, sendo que o resto da musculatura ficará em um trabalho aquém? Obviamente não adiantará NADA!
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Outro ponto que também é bastante favorável no trabalho que visa a hipertrofia é a resistência que se luta contra o peso na fase excêntrica do movimento, ou seja, na fase “negativa”. Isso porque, além do peso em si, a gravidade exerce influência para baixo fazendo com que o esforço necessário para controle daquele peso seja ainda maior. Essa fase tem sido apontada como mais hipertrófica, ou que mais recruta fibras, do que a própria fase concêntrica (positiva) do movimento. A maioria dos indivíduos que treina com cargas inadequadas, simplesmente “despenca” o peso na fase excêntrica, deixando o trabalho totalmente incompleto.

A inteligência no treinamento

Diante do exposto, você deve ser inteligente o bastante em seu treinamento, utilizando de artifícios extras sempre antes de elevar a carga. É clássico o exemplo dos indivíduos que acham que podem aumentar a intensidade de seus treinamentos com altas cargas, quando na verdade esse fator não é o principal.
Que tal começar adicionando superséries? E séries de exaustão? Que tal adicionar tri-sets ou mesmo séries combinadas de músculos antagonistas? Que tal utilizar alongamentos durante o treinamento, favorecendo ainda a fáscia muscular em sua flexibilidade e no fluxo sanguíneo? Séries superlentas, você já tentou? E métodos como o MTU e outros? Sim, são muitas as vertentes que podemos utilizar para abrir mão de cargas altas.
Um indivíduo que treina apenas com cargas altas torna seu treinamento limitado, uma vez que só verá progressão com a progressão de peso. Já o indivíduo que treina de verdade, que se importa com o trabalho em sua musculatura por completa, tem maiores chances de obter satisfatórios resultados em diferentes sistemas de treino. Portanto, atente-se a esses pontos.
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Conclusão:
Diferente do que a maioria das pessoas imagina, a busca por um corpo grande e forte vai muito além do que exercícios que utilizam alta quantidade de peso, mas envolve um trabalho muscular completo o qual pode não ser precisamente descrito apenas com o aumento de carga. É necessário observar a movimentação individual, a biomecânica do exercício e a aplicabilidade a ele. Treinando com inteligência e utilizando de técnicas e estratégias, você conseguirá dar uma intensidade ainda maior ao treino e ao músculo e o risco de lesões será muito menor.
Pense no fisiculturismo como um estilo de vida e não apenas em um egocentrismo presente em 60 minutos no ginásio.
Bons treinos!
Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)

ADAUTO GONÇALVES 
PERSONAL TRAINER